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O Diario do Nordeste

Caderno 3

ENTREVISTA (7/10/2009)

A reflexão sobre os impasses presentes

De passagem por Fortaleza para participar do Fórum Transnacional da Emancipação Humana, organizado pelo movimento Crítica Radical, o filósofo alemão Anselm Jappe conversou com o Caderno 3 sobre um tema que conhece em profundidade. Autor de "Guy Debord" e "As aventuras da Mercadoria", Jappe falou sobre o pensamento radical do autor francês, conhecido por seu livro "A sociedade do espetáculo" (1967)

Guy Debord, assim como Marx, outro autor com o qual você é bastante familiarizado, costuma ser descrito como "profeta", como se sua obra de 1967 falasse de hoje. E quanto às falhas desse pensamento? O que, em Debord, precisa ser repensado?

Tendo em mente esta crítica que você faz à apropriação de Debord pela mídia, pode-se concluir que ele é um autor muito comentado, mas pouco lido?

Por que se fala menos do que se deveria desse retorno de Debord à teoria de Marx?

Essa leitura redutora, de confundir a crítica à sociedade do espetáculo como uma interpretação da mídia, também se reproduz na universidade?

Não há certa ironia nesse retorno de Debord?

A universidade tem sido eficiente em fazer a ponte entre a sociedade e as ideias de Debord e Marx? Ou, nesse ponto, ela está mais isolada do que estava até os anos 60 e 70?

Penso nas agitações que se deram na França há quatro anos, quando jovens foram às ruas e colocaram fogo em carros. Essa foi uma ação dentro da lógica do espetáculo ou contra ela?

Por que os jovens estão mais "tolos" que os velhos?

Em que momento sua geração percebeu que algumas de suas conquistas eram, na verdade, tiros que saíram pela culatra?

DELLANO RIOS
REPÓRTER




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